Vem, pega minha mão e me tira pra dançar alguma melodia que de pra dançar a dois. Mesmo eu sendo uma negação nesse quesito, e você correndo sérios riscos de ficar sem pé. A dança é somente um pretexto para que nossos corpos fiquem colados um ao outro. Pra você conhecer melhor o meu cheiro doce de baunilha com cereja.
E quando o Chico começar a cantar, eu abrirei o sorriso mais sincero, e você com seus dedos macios, os deslizará sobre minhas costas, e meu braço em instantes estará todo arrepiado. Quando a canção terminar, ai você pode falar. Pergunta-me o nome e o sobrenome pra ver se combina com o seu. Elogia-me a boca que sorri, e diz que dancei muito bem para uma principiante. Propõem um brinde; a nossa dança, ao Chico, e a esperança de uma nova dança, em breve.
Então me beija assim de surpresa, porque ladrão que é ladrão não avisa quando vai roubar beijo. E nem coração.
E sem caso sentir vontade, não tenha vergonha em me convidar para uma valsa em sua casa com trajes desnudos. Então, sua barba quase rala, deslizará sobre meu pescoço, e minha boca ira conhecer seu peito. Que a gente se morda, sem molhe, se enrole, do lençol aos mais de 1500 fios dos meus cabelos, sem medos. Que chegue o dia, e agonia de mais uma noite como aquela.
Faz eu arrepiar os pelos da nuca com apenas um olhar. Faça-me entender o que é química. Faça-me querer ficar.
