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E lá vem seus dedos compridos transitarem pelo meu corpo, tento segurar o arrepio, mas é impossível. Você vestido desse sorriso de ator de cinema antigo – mix de Marolon Brando e Clark Gaibon, com dentes perfeitamente alinhados, lábios com um tom de vermelho natural, com algumas pelinhas levantadas decorrente das minhas mordidas, e daquela menina da sua faculdade, da qual prefiro não saber o nome. Olho-te de canto, de maneira tímida e envergonha por me entregar dessa maneira, pesarosa por não saber esconder a modo turbulento que meu sangue é bombeado quando estamos no mesmo cômodo.

Pode ser em um escritório, uma sala de estar, uma balada lotada, ou um vagão do metro, não importa a locação, qualquer território se torna pequeno demais, sufocante de mais, que acabo clamando em pensamentos que todas aquelas pessoas se explodam naquela instante, e reste só eu e você. Rezo para me apertar contra teu peito de modo que eu possa sentir mais uma vez o seu eufórico coração, rezo para me  afogar nas suas entranhas e admirar a beleza que existe ai dentro.

Seus lábios deslizam pelo meu pescoço, e minhas pálpebras se fecham sem que eu faça esforço algum.  Suspiro como se estivesse me desfazendo no momento em que suas mãos buscam freneticamente por algo em meu corpo. Deito sobre teu corpo e consigo ouvir a sinfonia que ele faz, ouço as batidas exacerbadas do seu coração, como se ele estivesse a pular pra fora. E de um segundo pro outro, me vem um desejo infinito de lacrimejar minha alma.  Talvez por medo de te perder, mas logo em seguida me dou conta que nunca pertencemos um ao outro. E nunca iremos. Não quero que o que temos vire uma obrigação. Não podemos prometer nada um ao outro. Aceitamos o que temos, e não temos nada ao mesmo tempo. E temos o mundo, a partir do momento em que estamos juntos.

E baixinho cantarolo aquela musica do Chico com a Telma Costa que tanto amamos com minha voz pigarreada. –Se nós nas travessuras das noites eternas, já confundimos tanto as nossas pernas, diz com que pernas eu devo seguir? -Derrepente você diz algo que não entendo, pois só consigo prestar atenção no timbre da sua voz – Deus como eu amo a sua voz, como eu amo o modo que meu nome soa na sua boca – e logo em seguida me presenteia com seu sorriso mais lindo. – Como se nos amamos feito dois pagãos, teus seios  inda estão nas minhas mãos, me explica com que cara eu vou sair …

Queria pode tornar esses momentos eternos, ou pelos mais frequentes. Mas não posso lhe cobrar nada mais do que isso.  E não, não me arrependo de nada, aceito a vida que tenho desde que você esteja me esperando nesse quarto no fim do dia.


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