Eu poderia estar iniciando uma discussão sobre a atual situação econômica do país, sobre a hipocrisia política que vemos constantemente, ou até mesmo comentando sobre o ultimo episodio da nossa serie preferida. Mas não, dessa vez eu quero falar de nós.
Dessa vez eu to falando de amor. To falando em pegar uma mala e colocar meia dúzia de trocas de roupas, pegar o carro e ir dirigindo até o Rio ouvindo Caetano ou Elis. To falando em passear pela lapa de mãos dadas, sentar em uma mesa do bar Semente e rezar para ter a sorte de encontrarmos o Chico por lá.
To falando de você pegar a minha mão e nunca mais soltar.
To falando em você ir para casa de vez, de levar suas coisas e por lá ficar.
De passar o fim de semana só nos dois no apartamento cozinhando e se aninhando. Pode parecer cedo, mas não, não é.
Às vezes tenho a impressão que o que temos é mais concreto e envolve muito mais afeto, se comparado aos inúmeros casais que passaram mais da metade da vida juntos.
Em nós sobra tato, sobra afeto, sobre amor. E é por isso que estou falando dele.
To falando do amor que nos trouxe ate aqui e, das pequenas coisas que veio junto com ele. Como os bilhetinhos, as risadas fora de hora, os cravos roubados do jardim da casa da esquina, das gargalhadas e os sentimentos nada contidos entre a gente, principalmente das diferenças que nos fazem tão iguais.
To falando em você ficar, pra sempre.

