blog_dura_nas_quedas_wordpress_we_heart_it_booksEis que surgi uma mensagem sua logo após o almoço questionando o meu estado. Antes de apertar enviar releio e me questiono duas, três, vintes vezes se realmente quer saber a real resposta. Mesmo acreditando que sim, lá no fundo, ambos sabemos que não estou nada bem, não estamos nada bem. Porque acabou, só não encontramos forças para admitir isso.

E as provas estão bem ai na nossa cara. Como por exemplo, o quanto fugimos da nossa própria casa. O quanto nós nos trancamos dentro do escritório para não nos encararmos no final do dia. Me diz como te encarar com tanta coisa presa na minha garganta?  E quando chego em casa por volta das 22hrs da noite, rezo para que não pergunte sobre meu dia. Tenho medo de que ao fim de uma conversa boba, acabamos por encontrar o fim que temos fugido tanto.  E assim permanecemos nesse jogo de gato e rato, fugindo de um fim que vem nos perseguindo há tempos. Ambos sabemos que acabou. Só que dói demais admitir isso.

O nosso adeus está ali, naquela esquina que nós dois insistimos em desviar a caminho do trabalho. Sinto que fico tentando cravar minhas garras em você, como se eu pudesse te deixar perto de mim e trazer de volta tudo aquilo que um dia tivemos. Será que se eu tentar um pouco mais você fica ? Será que voltaremos ao ponto que partimos?

Só que nós sabemos. Na reunião com os velhos amigos é nítido que já não somos mais um casal. E fica todos ali nos olhando, e questionando a eles mesmo o que houve com agente? Que tipo de casal nós vamos ser daqui pra frente? Talvez aquele tipo de casal que permanecem juntos por comodismos, e com o tempo passa a se odiar. Mas ainda temos a opção de pular pra fora do barco  antes que seja tarde demais.  Será que iremos nos amar o suficiente para sabermos a hora de ir embora?

E enquanto aqui ainda estamos à gente vai tentando fingir um pro outro, e para os outros que tudo continua igual. Mas a gente sabe, eles sabem, eles os amigos, o porteiro, o sindico, e até o Manoel da padaria. Até nossas mães já sabem. Talvez tenha descoberto no ultimo aniversario  de casamento o quanto eu não queria estar naquele lugar; minha cara de poucos amigos me denunciara. Porque o amor de cinco anos atrás, eu não encontrava mais.

Eu só precisei de um pouco mais de tempo que elas pra reparar que aquele brilho havia entre nós havia apagado.

Talvez iremos passar mais algum tempo insistindo, porque quem ama faz isso não mesmo?

E então vira mais algumas mil mensagens, mais alguns aniversários, até agente se esbarrar no fim.


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