estranhosNós, que durante anos dividimos a eternidade de uma vida, hoje, desviamos dentro do mesmo elevador. Por isso nos tornamos o pior tipo de estranhos; aqueles que um dia já se amaram.

Acabamos nos tornando recém desconhecidos há um ano ou um pouco mais, e até hoje, costuma aparecer algum desavisado me questionando sobre nós dois. Por algum tempo até levei na esportiva, e acabava rezando uma missa pra contar os detalhes de todo ocorrido. E como paciência tem limites, passei a não responder mais. Não sou obrigada.

Ok, não posso dizer que de nada valeu, muito menos não lhe agradecer por tudo. Talvez tenhamos acreditados de mais na ideia de que era uma boa alternativa unir mais que nossos corpos. Não podemos omitir os bons momentos que coloriram boa parte do tempo da nossa união. Porém, as náuseas e dores de cabeças eram muito mais quantitativa do que os sorrisos e as borboletas no estomago.

Espero que tenha encontrado alguém que não implique com a toalha molhada em cima da cama, que tenha mais tempo pra ti, e que não tenha um gosto tão singular quando eu. Eu ainda continuo à procura de alguém que ouça de Djavan a Artic Monkeys, e prefira uma maratona de netflix, a virar a noite em uma balada para almofadinhas de direita.

Caso sinta falta do cheiro do meu café, e do meu lençol, pode vir, a casa é sua.

Caso sua vida tenha se cansado da rotina, acho que ainda consigo lhe introduzir na minha bagunça.


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