
Acho isso chato demais. Pode até ter tido graça no começo, mas agora a piada perdeu a graça. Lamentável a gente se privar de viver tanta coisa boa, por escolher transformar uma relação em um joguinho de conquista bobo. Sinto muito por vocês precisarem abrir mão de si mesmos, alguém que não conhece e nem confia no próprio taco, a ponto de acreditar nas manchetes de revista que “ensinam” em 10 passos como conquistar alguém.
Fala sério né…. Não tem essa de colocar o outro um pouco na geladeira, de contar no relógio quanto tempo ele (a) demorou para responder, e responder com alguns minutos a mais, ou até mesmo de ter a vez de cada um puxar assunto. Comigo não tem essa de te dar um gelo para você pirar e vir atrás, me desejar, e me querer a todo custo. Por favor, não faça joguinhos. Não deixe escapar a oportunidade de mostrar todas as suas qualidades, e quão incrível tu és, por achar que dizer não para um possível encontro é a forma mais garantida de manter a pessoa interessada em você.
Somos seres racionais, e não bichos se preparando para o abate, muito menos caça e caçador. Pelo menos não eu. Não joga comigo não, porque nesse jogo eu não faço a mínima questão de aprender. Não brinca de me rejeitar para depois me fisgar. Não sou dessas. Tenho preguiça de gente superficial demais. Pego nojo fácil. Porque se tem algo que me da nojo, é gente que acha que amar é igual a jogar um jogo de peças. Amar não é isso, amar não é manipular as pessoas, amar vai além.
Selecionei as minhas músicas preferidas, os filmes que tiveram boas críticas nesse ano, os restaurantes, o cappuccino daquele café da esquina, a pizza daquela cantina italiana, você gosta de comida mexicana? Esquece vai. Você não me deixou entrar no seu mundo, não me deu oportunidade de me mostrar pra você, de mostrar quem eu sou, o que quero e não quero, dos meus anseios, e minhas fantasias. Ah entendi… Era isso né, aliás, era só isso. É realmente necessário trivializar as relações a esse ponto, e canaliza-las apenas no sexo? Foi mal, mas eu quero mais que isso para mim.
Quero alguém que me dê chances para eu me apaixonar. De conhecer suas qualidades e compreender seus defeitos, até porque ninguém é perfeito. Quero uma relação sadia, e não uma presa em um jogo vicioso. Quero uma relação que me traga paz. Eu queria que você me trouxesse paz.
Eu queria ser mais que uma noite, mais que uma peça no seu tabuleiro, mais do que uma sinastria dos nossos signos, mais do que química entre os lençóis.
Já somos maduros o suficiente para vivermos relacionamentos de verdade, maduros o suficiente para saber lidar com nossos próprios sentimentos, com encontros e desencontros que a vida nos proporciona. E não, não estou dizendo isso para você cair na real e me chamar no WhatsApp me chamando pra sair. Não me rebaixo tanto, a ponto de me expressar em relação a isso por meio de indiretas nas suas redes sociais.
Eu te quis. Da forma mais simples que poderia querer alguém. E não confunda o tempo verbal dessa oração. Eu te queria. Em um passado não tão distante, mas que não deixa de ser passado. Não te quero mais. Até porque, não sei ser peão, e nem dama de ninguém, não sei ser a dama de copas dentro do seu baralho. Sou de carne, osso e sentimentos. Posso até ser a sobremesa do seu jantar, mas não a peça do seu joguinho barato. Se eu quiser jogar para passar o tempo, eu baixo CandyCrush no meu celular. De ti, já não anseio mais nada, já esperei demais.
