Não irei mais lhe questionar como anda o estado do teu coração sem mim só pra não lhe ouvir dizer que ele anda bem. Pode ser que ele não ande tão bem assim, mas o modo que disse estar bem e maneira que tentou explicar que você nos superou, foi como um soco na boca do estomago. Óbvio que não vou querer dar detalhes de como e o que você fez pra me esquecer, como também é obvio que ainda há um punhado de mim nas noites que não lhe deixa dormir . Não me questione sobre como venho levando a vida que eu não irei te responder que ando lhe carregando dentro da minha nécessaire, com a sensação de que um pedaço necessário ficou para trás. Por-favor, não me conte sobre suas viagens sem a minha companhia, pois não terei forças para falar sobre as minhas noites sem a sua companhia. Peço também que não me ligue quando estiver bêbado, ou quando a solidão der risada da sua cara, aliás não me ligue, nunca. Não me ligue pra contar que passou na frente do meu prédio as 4 da tarde, e só não tocou a minha campainha pois sabia que a está hora eu estaria no trabalho, que eu não irei lhe recordar que só não voltamos por conta do meu excesso de orgulho, e seu excesso de desatenção. Então, se por ventura vir a me ver, mude sua rota, vire de costas, só não permita que eu lhe encoste.
Mas pra deixar bem claro, se eu disser que não penso em ti, é só um mantra que venho dizendo a mim mesma pra ver se me convenço disso. Se eu disser que nós fomos mais um erro que cometi, dizer isso também será. Se falhamos ao longo do caminho, foi por pura desatenção.
Não conte sobre as flores que comprou e nem sobre as pessoas para que as entregou, que eu não te conto sobre meus inúmeros possíveis amores. Se por ventura alguém me pergunta se ainda te amo, digo não saber, pois nunca sei realmente o que sinto por alguém.
Continua a seguir seu caminho, e tente não tropeçar nas memórias minhas que você encontrará a longo dele, e fique tranquilo, isso faz parte do processo. Também seguirei o meu aprendendo a seguir a nova rota pra não ter que voltar pra trás, pois a cada volta nossa é mais uma nova despedida. Não quero saber as nuances dos seus novos romances, e nem sobre esses lances de se envolver com alguém novo de novo, que eu não lhe contarei sobre as vezes que meti o pé no acelerador, furei não sei quantos faróis, só pra tentar lhe alcançar.
Não fale sobre saudade que eu não falo sobre nossa lonjura, já que no final das contas, nossas lembranças sempre arruma um jeito de reduzir a distância, e aumentar o espaço pra que caiba mais um erro. E a cada milímetro que nossa distancia aumenta, me convenço cada vez mais de que o que deixamos passar, nasceu pra virar apenas passado, já que nunca foi um bom presente.
Te vi nos braços de outra moça, mas fingi que não vi. Preferi me fazer de boba. Tenho percebido tua mudança, tenho até à comparado com minha. Juro que pensei em vingança, mas passou. Aceito seu bom dia sem um sorriso de exclamação, com a minha resposta por educação, e se acaso me encontrar em uma dessas sextas á noite e eu lhe acenar com a cabeça de modo meio atordoado, entenda que é difícil acenar o corpo, quando se está a dias tentando dizer adeus com a mente.Tu me perguntas se tudo anda bem, e mantemos as aparências. Não é preciso me dar motivos pra eu ficar, pois não quero lhe dar explicações sobre o porque estou indo embora. Entendi que já não faz mais sentido estar contigo.
Tenho que confessar que eu estava errada quando falei em continuar amizade, pois é impossível ser só sua amiga. Porque a cada vez que você fala sobre seus novos casos, eu volto a viver no caos. Não me diga que esse alguém com que estás te completa, que não lhe direi que tive um leve ataque cardíaco quando soube que você foi o primeiro a seguir em frente, e como foi foda lidar com isso.
Não queria que você partisse para outra, mas se isso foi necessário para eu perceber que era hora de seguir em frente, tudo bem. Tudo que eu menos queria era te ver nos braços de outra, mas se foi isso que me fez desmanchar certos laços, Ok!
Minto pra mim mesma dizendo que nada disso me importa, mas ainda tenho esperanças de que você bata na minha porta. Enquanto isso fico tentando me desfazer das lembranças que aqui ficaram.
Te digo que meus sonhos já não te têm como protagonista, e tu não diz nada sobre minha falta, e ainda ressalva que o melhor pra nós dois foi a distância. Digo que irei te ligar, mas pensando bem, melhor não, você sai por aquela mesma porta, mas dessa vez não te esperarei. Cansei do seu atraso me confundindo.
Tu diz que tá vindo, e olha eu aqui de novo me iludindo, por fim, tu se vai mais uma vez, mas dessa vez não irei me permitir ser a única a sentir falta de nós, e lá no fundo sei que a vida será melhor sem você, a poeira só precisa abaixar.
Tu nunca conseguiu detalhar o que fizeste e onde andava enquanto eu lhe esperava, e tudo que posso te dizer agora, é que o que o me deste foi pouco demais. Mais uma vez tu diz da boca pra fora que tem sentido minha falta, ok, uma hora a gente se vê, mas você nunca se fez presente, e não será agora que será diferente. Me tornei refém desse seu jogo de vem ou não vem, talvez você nunca entenda que a falta de alguém se preenche com presença, e distancia talvez possa fazer sentido pra você, não pra mim, principalmente essa pouquidade que me oferece.
Vê se não me apareça apenas quando lhe faltar um obro, não to afim de trocar minha liberdade por suas meias palavras e sua meia estada. Tentarei ser bem mais do que tentei ser pra você. Mas serei pra mim, unicamente e exclusivamente pra mim. Perdi tempo de mais tentando me entender, e agora que me entendo, entendi que a gente não era pra ser. Não diga que me quer de volta, porque dessa vez não tem volta. Não adianta me dizer mais algumas juras de amor, pois você só sabe jurar. Então por favor, sem cobranças, sem promessas de aliança, agora só quero beber o tempo e me embriagar do que a vida tem me dado. Tô mais feliz e forte, o que te desejo, é sorte e um peito que agrade teu paladar. Se quiser saber mais de mim, é só perguntar pra vida que ela te diz, a felicidade anda imortalizando meus dias.

