A gente começou da maneira mais despretensiosa possível.
Se desse certo, ótimo, senão, paciência. E foi dando certo até quando deu. Mas como tudo na vida tem um pouco de amargor, a doçura de nós dois sumiu.
Ainda posso sentir aquele frio na barriga que vinha sempre 30 minutos antes de te encontrar. Cada encontro era como se fosse o primeiro. A cada vez que seu nome aparecia no visor do meu celular, meu sangue fazia o caminho reverso pelo menos umas 3 vezes, e, pelo menos umas 3 vezes meu coração ameaçava de sair pela boca.
E estávamos felizes assim, afinal, havíamos conseguido fazer aquilo dar certo, era isso que queríamos né. E foi dando tão certo, que acabou dando errado. E o inevitável fim, finalmente chegou.
Não devemos atribuir qualquer tipo de culpa a nenhum de nós. Não é minha culpa você querer coisas opostas das que posso oferecer.
E a partir do que momento que você fechou aquela porta, passei a pensar em tudo que havíamos deixado pra trás, comecei a me questionar se você realmente merecia todo o esforço que fazia por nós. Tentei colocar a cabeça no travesseiro, na tentativa de não pensar em nada, balela, seu perfume estava impregnado no meu travesseiro, no meu lençol e em mim.
Naquela noite eu me dei conta que era você, tinha de ser, e, mesmo apesar de tudo, eu não podia te deixar ir.
E o medo de que nossas vidas tomassem rumos diferentes, finalmente desapareceu. Afinal, isso já havia acontecido. Você já tinha ido embora. Então um medo novo surgiu: o medo que nunca mais ter outra chance para fazer o que deu certo dar certo de novo.
Talvez seja tarde pra dizer, mas de todos os amores que já tive, você foi o que mais me causou dor, e, de todas as dores que já senti, essa foi a que mais gostei de sentir. Carrego comigo a esperança de que a vida nos prepara uma surpresa no futuro, que se tudo der certo, estaremos juntos. Porque eu sei que é você. Eu sinto. Eu sempre senti.

