
Tu, sempre tão desprendido, tão distante e tão perdido na bagunça do seu passado, que não se permite enxergar as coisas boas que acontecem ao teu redor. Vive com o colete a prova de riscos, se esquivando de qualquer coisa que possa te tirar da rotina, se auto-bloqueando quando seu radar anuncia algum tipo de interesse ao lado de alguém que não seja você mesmo.
E tudo isso me traz a sensação, que quando alguém se aproxima, você se paralisa, e fica assistindo a vida em uma pose desconfortável. Nem a morte de inocentes nos noticiários te choca mais, assiste a tudo como mais uma estatística.
Fico tentando imaginar o que fizeram contigo antes de eu chegar.
Sua alma tá calejada, e isso dá pra ver de longe. Da pra ver também que além do perfume amadeirado, você também anda exalando insegurança. E dessa vez eu nem preciso analisar o nosso mapa astral, para ver que minha alma combina com a sua, e que seu sorriso fica mais leve quando acompanhado com o meu.
Sim, eu sou rainha em criar expectativas, elaborar diálogos, e me fingir de forte fingindo que não sinto nada.
Espero que consigas fechar as feridas internas que tanto vem lhe causando dor. Como também espero que volte a acreditar na vida, em você e no amor. Não se martirize caso o peso da enxada venha lhe causar dores nas costas quando for enterrar certas lembranças. Esse é o peso do amadurecimento.
Espero que fique bem.
Espero que volte a sorrir sem medo. Não necessariamente para mim, mas para vida.

