Honestamente, eu não queria sentir o que sinto por você. Se desse pra escolher, com certeza não seria você.
É que tenho me visto tão rendida a esse sentimento, que tenho perdido o prumo ao ver que me apeguei tanto por alguém que não faz a menor questão.
Não é o modo que tem me evitado que me entristece, o que me magoa, é ser por você que sou evitada e ignorada, simplesmente porque é por você que meu coração insiste em bater mais forte.
Já aniquilei o otimismo que crescia em mim sobre nós dois. Já não é mais sobre quando iremos dar certo, e sim sobre quando eu irei me libertar dessa história.
As coisas andam bem duras pro meu lado. Ainda me sinto como uma imbecil por me importar tanto contigo.
Se desse pra escolher, com certeza não seria você.
E nem comento sobre a vontade de que fosse recíproco tudo isso. E sim, sobre como eu gostaria de gostar de alguém que fosse sincero comigo. O problema é que você me joga migalhas de esperanças como se eu fosse um pombo na sua praça.
E lá estou eu, desesperada atrás dessas migalhas de atenção, relendo as mensagens e plantando significados e sentimentos por trás das palavras que você digita. É como se eu lesse os emojis que me manda como uma resolução. Eu e minha mania de criar histórias.
Ao menos o arrependimento não toma conta do meu ser. Acredito que não tenha exagerado ao lhe dizer o que eu sentia, tampouco me importo se te surpreendi com todas minhas boas e más intenções. Presumo que quem foge de uma declaração não está preparado para viver o que há de bom na vida.
Não há arrependimento. Talvez frustração, já que poderia ser outra pessoa e não você. Mas me conforta saber que esse seu jeito hostil de lidar comigo me faz gostar cada dia menos de ti.

